sábado, 24 de março de 2012

Obesidade nos EUA chega a cães e gatos. O que fazer?




A crise da obesidade nos Estados Unidos está se espalhando também entre animais de estimação. Um estudo divulgado nesta semana pela Associação para a Prevenção da Obesidade entre Animais de Estimação (Apop, na sigla em inglês) afirma que 53% dos gatos do país estão acima do peso; entre os cães, o índice é ainda maior: 55%. Desses animais, mais de 20% são clinicamente obesos.
O estudo também alerta para o custo financeiro que esse excesso de peso entre os animais de estimação acarreta - isso porque gatos e cachorros gordos são muito mais propensos a sofrerem de doenças cujo tratamento é bastante caro.
O alerta é do veterinário e fundador da Apop, Ernie Ward, que vive no Estado da Carolina do Norte. "O crescimento do número de animais de estimação obesos é preocupante, porque isso significa que cada vez mais eles serão afetados por doenças relativas ao peso, como artrite, diabete, pressão arterial alta e problemas renais. E isso vai custar milhões de dólares aos seus donos. É uma despesa que poderia ter sido evitada."
E a culpa, de acordo com Ward e outros veterinários, é dos donos. Obviamente, os animais de estimação não estão atacando a geladeira enquanto faltam às aulas na academia; eles estão sendo superalimentados por seus cuidadores humanos, que também falham ao não brincar com eles ou levá-los para passear o suficiente.
Os veterinários apontam para outro problema: como cerca de dois terços dos americanos estão acima do peso ou são obesos, isso distorceu a percepção do que é um peso normal.
Para ajudar os donos de cães e gatos a entender a situação, a Apop criou um "tradutor de peso de animais" que mostra que cada quilo a mais em um cão pequeno, como os da raça lulu-da-pomerânia, equivale a uma mulher de 1,52 metro de altura engordar 9,5 quilos. Felizmente, é uma dor de cabeça fácil de evitar: dê menos comida a seus bichos e obrigue-os a fazer exercício.

SE SEU PET ESTA GORDINHO:

Como prevenir que seu cão ou gato sofra de obesidade. E o que fazer para ele perder peso

Seu animal de estimação está cada vez mais gordinho e você acha que é sinal de saúde? Ledo engano. Cada vez mais aumentam os casos de animais com problemas de obesidade.

De acordo com a veterinária Maria Inês Ferreira, da Anclivepa-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo), cães e gatos podem sofrer com esse problema, mas os cães padecem mais. Afinal, passam muito tempo grudados nos donos e acabam ingerindo comidas erradas e não se exercitando.

''A obesidade traz problemas de articulações, de coluna e até de doenças cardíacas, respiratórias, de fígado e diabetes'', afirma Maria Inês Ferreira.

Quando desconfiar que seu animalzinho está com excesso de gordura, procure o veterinário. Ele vai aconselhar uma mudança nos hábitos alimentares de seu queridinho.

Basta passar a utilizar rações diet, estimulá-lo a caminhar e, em último caso, usar medicamento para tratar a ansiedade.

''A reversão do quadro depende da resposta do animal e da colaboração do dono'', adverte a veterinária. Dieta nele! 
Raças com tendência a engordar
. Cocker
. Beagle
. Basset
. Labrador

 Leve-o para passear com freqüência e o incentive a correr.

Quando estiver em casa, estimule-o a brincar, jogando uma bolinha, por exemplo, ou chamando-o para que se movimente alguns minutos.

Não dê a ele resto de comidas, bolachas, pães e guloseimas.

Não dê ração à vontade, para que ele aprenda a comer na medida e nos intervalos corretos.

Esteja atenta à sua aparência. Se perceber que ele está gordinho, procure orientação de um veterinário.

O segredo é optar pelas boas rações

Segundo a veterinária Maria Inês Ferreira, a melhor forma de prevenir a obesidade do animal é não dando a ele restos de comida. ''Elas não são apropriadas ao metabolismo deles e trazem prejuízos'', diz.

A melhor alimentação é a ração de boa qualidade, ou seja, a que tem proteínas, vitaminas e minerais balanceados. A quantidade deve variar de acordo com a raça e o tamanho do animal

Além disso, é preciso estar atenta ao número de vezes ao dia que o seu bichinho deve ser alimentado. Um filhote de cão até o quarto mês de idade deve fazer cinco refeições ao dia. Já com 5 meses, três vezes ao dia e, a partir dos 6 meses, basicamente duas vezes.

A variedade de rações encontradas no mercado é uma grande aliada quando o assunto é garantir a boa alimentação do animal.

Existem as específicas para cada fase da vida do bicho. Por exemplo: rações para o desmame, para o período de crescimento, para a idade adulta e até para os idosos, sem contar a diversidade de sabores. Também podem ser encontradas rações para animais obesos, que são dietéticas. 


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